Mostrando postagens com marcador macaco. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador macaco. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 1 de março de 2011

Homem ou macaco? Cientistas questionam fósseis encontrados recentemente

Receba nossos novos artigos por email gratuitamente. São mais de 300 mil assinantes:

Recentemente, dois paleoantropólogos questionaram a “humanidade” de alguns fósseis de primatas descobertos. Para eles, a interpretação de fragmentos ósseos de 7 milhões de anos é mais complexa do que alguns pensam.

Os fósseis em questão correspondem às espécies Orrorin tugenensis, Sahelanthropus tchadensis e Ardipithecus ramidus, e fizeram fama por preencher lacunas na história da evolução de macacos para seres humanos.

Porém, os paleoantropólogos acreditam que os fósseis não sejam restos de alguns dos nossos antepassados hominídeos, mas sim apenas ossos de macaco.

O problema é que uma série de características que têm sido identificadas como relacionadas aos seres humanos podem ser interpretadas de maneiras diferentes. Por exemplo, o Sahelanthropus, o mais antigo gênero que se acredita ter sido um hominídeo, é um crânio parcial de 7 milhões de anos. Pela sua forma, os cientistas concluíram que o modelo deve ter andado ereto. A posição do seu “forame magno” no local onde o cérebro se conecta a medula espinhal historicamente tem sido associada ao bipedismo. No entanto, a anatomia comparativa prova que isso nem sempre é o caso.

O Orrorin, o segundo mais antigo, também seria bípede. Os paleoantropólogos também acham que ele pode não ter andado na vertical. E o famoso esqueleto parcial de Ardipithecus de 4,4 milhões de anos se parece muito com macacos do mesmo período.

Essas questões propostas pelos cientistas nos fazem pensar: será que tais erros de interpretação são comuns? Será que tudo pode ser diferente do que se ensinam nas escolas?

Em ciência, sempre há diferenças de interpretação e debates. Não é fácil ser conclusivo ou definitivo, ainda mais em ciência histórica que não permite experiências.

As espécies em debate viveram há milhões de anos, em uma pequena região da África em populações pequenas. Hoje, existem apenas exemplos isolados e demora um pouco para que vários cientistas tenham uma chance de estudá-los.

Também existem outros problemas na área, como encontrar a idade correta de fósseis. Apesar de existirem técnicas espetaculares, há limites. A técnica de argônio é realmente precisa, mas exige a presença de rochas vulcânicas que não são encontradas em todos os lugares. Datação por carbono 14 não é confiável em fósseis com mais de 40 mil anos.

Uma dificuldade acrescida é a ocorrência de homoplasia: uma situação em que os traços de duas espécies distantes evoluíram para uma aparência semelhante (ao invés de se parecerem por causa de uma estreita relação genética). Este é um problema real no estudo e registro de fósseis. A semelhança não implica necessariamente a ancestralidade.

Considerando todas essas dificuldades, a compreensão científica atual das origens humanas é surpreendentemente bem desenvolvida. O registro fóssil humano é um dos melhores em biologia. Desde que os humanos modernos evoluíram, há 200.000 anos, a evidência fóssil que deixaram para trás é extensa, e de 50.000 a 60.000 anos atrás os nossos antepassados deixaram fósseis em uma grande região do mundo. O histórico é bastante sólido, mas o registro ancestral humano indiscutível só começa em torno de 4.200 mil anos atrás. Há muitos detalhes a serem ainda trabalhados. [LifesLittleMysteries]


View the original article here

Gritar durante o sexo é coisa de macaco

Receba nossos novos artigos por email gratuitamente. São mais de 300 mil assinantes:

Como cantariam os Mamonas Assassinas, “no mundo animal, ‘ixeste’ muita…” promiscuidade. Não é fácil existirem espécies animais (exceto, claro, os humanos) que não fazem sexo apenas para a reprodução, mas entre os nossos parentes próximos, algumas espécies estão com a macaca.

Entre os bonobos, o sexo serve também como uma ferramenta social. Uma nova pesquisa descobriu que seus gritos durante a relação sexual podem servir como símbolos de status e publicidade que mostram quão populares são os seus parceiros.

Esses macacos são irmãos dos chimpanzés comuns, e, como eles, são os parentes vivos mais próximos dos seres humanos. Apesar disso, são uma das espécies menos compreendidas. É por isso que este estudo pode ajudar os humanos a entenderem um dos aspectos de seu comportamento: sua comunicação vocal.

Os primatas, hoje ameaçados, são lendários pela sua fama sexual: frequentemente se envolvem em encontros sexuais com membros de ambos os sexos. Durante o sexo, os bonobos fêmeas gritam muito alto.

Em muitas espécies, as fêmeas possuem chamados de cópula vistos como maneiras de mostrar que elas são “boas de cama”, talvez para atrair mais companheiros e melhorar suas chances de se reproduzir.

No entanto, os bonobos fêmeas dão esses gritos mesmo quando têm relações sexuais com outras fêmeas, com quem elas não podem ter filhos. Safadinhas?

Não. Os cientistas estão descobrindo que, assim como os bonobos se acasalam normalmente, por razões que não têm nada a ver com a reprodução, eles também podem gritar por outras razões mais amplas, como um papel social além da simples reprodução.

Esclarecimentos não são fáceis, entretanto. Relatar e documentar o sexo dos bonobos é tarefa complicada. Com a chuva, eles se escondem. Às vezes, quando comem em grupos grandes, há tanto sexo e tanta coisa acontecendo entre cada combinação de sexo e idade que fica difícil acompanhar quem está fazendo sexo com quem.

Porém, após um ano de estudo, os pesquisadores conseguiram entender um pouco melhor a atitude: durante o acoplamento entre o mesmo sexo, o parceiro de baixo escalão sempre grita. As chances do parceiro menos popular gritar geralmente aumentam com a posição social do parceiro, independentemente do fato de ser macho ou fêmea.

Desta forma, os cientistas concluíram que os gritos dos macacos são a publicidade que informa que eles estão “a fim” do Sr. ou Sra. Popular. As fêmeas alcançam o poder através da formação de coligações com outras fêmeas, assim como os machos, de modo que ter amigos poderosos, e anunciar isso, importa.

Pesquisas futuras vão analisar se esses gritos são realmente significativos para os outros chimpanzés que o ouvem. [LiveScience]


View the original article here

PARCEIROS DO EMAGRECER COM SAÚDE